Filho com 8 anos do goleiro Bruno e Eliza Samúdio descobre o que pai fez com a mãe

Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, em entrevista para o Portal “Eu, Rio!”, falou sobre o delicado momento em que teve que falar com o neto de quem ela ficou com a guarda, sobre o real motivo de seu pai estar preso, e sobre a responsabilidade dela no ocorrido de Eliza.

Em um dos casos mais famosos de crime de atletas do Brasil, o ex-goleiro Bruno, cumpre pena por tirar a vida, e ocultar o cadáver de Eliza Samúdio, com quem ele teve um caso, onde ela engravidou.

A criança que conheceu os pais por fotos, questionou a avó sobre sua história e sobre coisas que ele teria visto na internet.

Leia na íntegra a entrevista de Sônia:

A revelação

Eu, Rio!: Dona Sônia, como foi que o Bruninho tomou conhecimento de tudo?

Sônia: Ele um dia perguntou pra mim: “mãe (o menino chama a avó de mãe), do que a minha mãe nos deixou?” Orientada pela psicóloga, eu devolvi a pergunta pra ele:

Do que você acha? E ele disse: “acho que o meu pai é o responsável pelo o que aconteceu com minha mãe. A senhora não deixa eu olhar notícias.”

Daí, eu falei pra ele: realmente, seu pai é o responsável pelo o que ocorreu com sua mãe. Daí ele veio com as perguntas.

ER: E o que a senhora conseguiu explicar pra ele?

Sônia: Eu disse: Bruninho, há pessoas que não têm o temor de Deus e as vezes são influenciadas por amigos.

Pra você não tentar contra a vida de uma pessoa você tem que ter amor no seu coração e o temor de Deus. Você sabe que tudo que você faz tem retorno pra você.

Você permitir que se tire a vida de uma pessoa, você vai ter que um dia acertar isso. A sua conta vai ser você e Deus.

ER: E o quê ele disse nesse momento?

Sônia: Ele disse: “Eu sei disso. Eu tenho pena do meu pai de sangue, porque ele vai ter que prestar conta da vida da minha mãe pra Ele (Deus).” E depois o B. me perguntou se eu tinha ódio do pai dele.

E eu falei que pedi muito a Deus para não deixar semear no meu coração a semente do ódio.

ER: E qual foi a reação do Bruninho neste momento?

Sônia: Ele ficou muito chocado, e me perguntou quem era a outra pessoa a quem o pai dele tinha feito mal . Porque anos atrás, ele tinha me perguntado sobre o pai de sangue. Perguntou por que ele não podia ver o pai. Aí eu respondi que não podia porque o pai estava preso.

E ele perguntou se o pai tinha roubado ou se tinha sido preso com droga. E eu falei que tinha sido porque tirou a vida de uma pessoa, e que o pai tinha também feito mal a vida de uma outra pessoa.

Isso foi há 3 anos, e eu segurando o fato de que a pessoa era a mãe dele. Mas (agora) ele perguntou quem era a outra pessoa, e eu respondi: É Você!

ER: E como ele reagiu à notícia de que o pai, além de ter responsabilidade em tirar a vida da própria mãe, ainda teria sido conivente com o sequestro e cárcere privado dele?

Sônia: Ele disse: “Mãe Soninha, mas eu era um bebê! Mas não esboçou nenhuma reação de sofrimento. Eu é que fiquei muito mal e comecei a chorar.

E daí ele começou a enxugar as minhas lágrimas e me pedir pra não chorar, para não sofrer, porque se me visse sofrer iria sofrer também.

Eu perguntei se ele não estava sofrendo, e ele disse que não. Disse que só queria saber o porquê. E que se o pai não queria a mãe e a ele, que não precisava ter matado a mãe.

Poderia ter deixado ela pra cuidar dele. “Podia ter deixado minha mãe viva”, (disse B.). O espanto dele maior foi pelo pai ter também colocado a vida dele em risco, sendo ele ainda um bebê.

ER: O Bruninho tem noção de quem é exatamente o pai dele?

Sônia: Ele sabe, mas não tem aquela coisa de ah, o meu pai é jogador de futebol! Eu acho que se fosse em outra circunstância, que a mãe tivesse viva, aquela coisa toda, eu acho que teria essa admiração como atleta. Não é o que acontece.

ER: Essa curiosidade natural por parte do B. pode ter sido aguçada por ele ter ouvido algum comentário sobre o Bruno e associar o comentário à história dele próprio?

Sônia: Não. Eu sempre cerquei ele de todos os cuidados. As crianças na escola nunca comentaram. Eu já perguntei isso a ele. Foi uma longa e dolorosa conversa.

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