Com 500 milhões de abelhas perderam a vida em três meses, agricultura brasileira pode entrar em colapso

Nos últimos três meses, mais de 500 milhões de abelhas perderam a vida por apicultores apenas em quatro estados brasileiros, revela reportagem de Pedro Guigori para a Agência Pública e Repórter Brasil.

Foram 400 milhões no Rio Grande do Sul, 7 milhões em São Paulo, 50 milhões em Santa Catarina e 45 milhões em Mato Grosso do Sul, segundo estimativas de Associações de apicultura, secretarias de Agricultura e pesquisas realizadas por universidades.

O principal causador, afirmam especialistas e pesquisas laboratoriais analisadas pela reportagem, é o contato com agrotóxicos à base de neonicotinoides e de Fipronil, produto proibido na Europa há mais de uma década.

Esses ingredientes ativos são inseticidas, fatais para insetos, como é o caso da abelha, e quando aplicados por pulverização aérea se espalham pelo ambiente, relata o texto.

Por exemplo, em Cruz Alta, município de 60 mil habitantes no Rio Grande do Sul, mais de 20% de todas as colmeias foram perdidas apenas entre o Natal de 2018 e o começo de fevereiro. Cerca de 100 milhões de abelhas perderam a vida, segundo a Apicultores de Cruz Alta (Apicruz).

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